Quando apresentei os experimentos foi muito estranho pra mim, passei tanto tempo sozinha que o olhar do outro me intimidava, era outro espaço. Depois que apresentei foi dito a mim que ainda não consegui assumir o corpo, que eu ia junto com o “personagem” ficava oscilando, era um corpo feminino, que determinados momentos pedia uma sensualidade e eu não permitia, não deixava o corpo, o “personagem” ir para onde ele queria.

Depois disso lembrei do livro “O Ator invisível de Yoshi Oida” quando ele fala do personagem como marionete que ficamos por trás manipulando, mas quem está assistindo não pode ver o fio, ele tem que está esticado, pois se em algum momento ficar solto a apresentação se perde. Fiquei pensando como isso se dá? Essa é outra coisa que não tem receita, é a busca de cada uma, mas penso que o primeiro passo é o exercício.

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