O objetivo da pesquisa é b
uscar uma singularidade coreográfica, uma assinatura a partir do próprio corpo, num processo auto-investigativo. Os fatores que determinaram a escolha do tema surgiram das seguintes perguntas: Em meio a tantas influências, tantos referenciais que ficam impregnados no corpo, como que o criador reconhece aquilo que é próprio dele? Como que ele se apropria desses referênciais a serviço de uma nova estética?
O corpo de quem dança é constituído por diversas correntes, influenciados por fontes culturais, econômicas, sociais, políticas, éticas e ainda estéticas, por técnicas corporais e linguagens artísticas distintas.
No entanto, dentro deste contexto atual, onde várias transformações culturais ocorreram durante o século, o dançarino contemporâneo se vê no lugar de afirmar sua singularidade. É necessário colocar-se em seu lugar numa proposta de re/conhecer sua forma de criação singular. Ter uma escrita coreográfica, onde quem veja re/conheça não somente as influências, mas sim a afirmação própria do dançarino.
A pesquisa será desenvolvida através de dois laboratórios, os quais chamarei de “Rascunhos”, em três fases inter-relacionadas. O 1º “Rascunho” será uma pesquisa individual do/no próprio corpo. O 2º será com um grupo de coreógrafos colaboradores. Mesmo sendo uma auto-investigação faz-se necessário a formação desse grupo, visando a troca de papéis. A relevância dessa troca é achar essa linguagem que se cruza, perceber a influência dos coreógrafos e saber diferenciar meu discurso.
Quanto às fases: 1º Linguagens vivenciadas-subsidiando uma escrita coreográfica. Criação de experimentos pautados em referênciais, esses referentes a minha trajetória pessoal, abrangendo o re/conhecimento de estilos, das diversas linguagens vivenciadas, construídas, elaboradas através de diferentes experiências e práticas de movimento que transitavam em meu corpo.
2º Experimentação de múltiplas possibilidades. Pesquisar movimentos a partir da compilação dos refernciais re/conhecidos e descobrir a motivação para criação.
3º Reconhecendo o caminho e assumindo uma linguagem pessoal. Será o estágio mais avançada da pesquisa, onde haverá uma escrita junto, um trabalho de criação em parceria com os coreógrafos colaboradores, uma troca com outros corpos, onde quem ver reconheça qual a minha contribuição, o meu ponto de conexão na obra.
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